quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

DESTINO DE UMA NAÇÃO e único protagonista

O personagem rendeu ao ator Gary Oldman a estatueta do Oscar
19/03/2018 às 12:08

O Destino De Uma Nação , dirigido por Joe Wright, Reino Unido, 2018. “ Não negocio com fascistas em prol de nazistas”. Esta fora uma das inúmeras frases marcantes do protagonista: Winston Churchill, primeiro ministro britânico no período que eclodia a segunda guerra mundial. 

O personagem rendeu ao ator Gary Oldman a estatueta do Oscar , e com méritos. O filme logrou êxito, também, como melhor maquiagem na premiação. Em síntese temos um filme que gira em torno do seu protagonista: e funciona. Não existe espaço para atores coadjuvantes, afinal o único que “daria”, e deu, “testa” com Hitler foi mesmo o Churchill. 

Falando em fotografia, o filme é um desastre por ser demasiado escuro. Quando tinha-se uma luz , ela ia de encontro ao rosto gordo do ministro, e por isso apelidado como porco por sua esposa , que pouco aparece, e ajuda as grandes decisões que o protagonista teria, e teve, de tomar. Escrevendo em números tínhamos quatro mil homens para resgatar trezentos mil outros soldados na praia de Callais, na França, esta já tomada pelo exército nazista. 

É interessante fazer uma comparação com um outro filme, que também concorreu ao Oscar: Dunkirk. Enquanto o último citado narra a segunda guerra sob o ponto de vista, e “ponto de vida”, dos soldados, já O Destino De Uma Nação narra a guerra sob o olhar de quem decide os rumos da guerra: os políticos. 

Estes que torciam o nariz pela nomeação do ministro Churchill por ser um homem de “pavio acesso”, ou charuto sempre acesso. Fato é que o inicio do filme tem toda essa delonga de aprovação do protagonista enquanto Hitler ia devastando tudo que vinha pela frente, que mais “tardá” isso significou primeiramente Bélgica e Holanda, e logo após a grande aliada da Grã-Bretanha: a França. 

Se não fosse a coragem e o talento político de Churchill, hoje viveríamos, certamente, outra realidade. Não acredito que o Nazismo imperaria ainda nos tempos de hoje, caso Churchill não chamasse política e estrategicamente Hitler “pra mão” na segunda grande guerra. Mas que, com certeza, teríamos outras influências, isso sem dúvidas, e para pior, apesar do capitalismo herdado pela Inglaterra e por Churchill, e não necessariamente nesta ordem. 

A História está aí para ser contada, e pra quem gosta do tema: o filme faz isso com maestria.