segunda-feira, 18 de junho de 2018
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

STAR WARS - Os últimos Jedi, apenas razoável

Eu amo Star Wars, a saga foi criada no ano que nasci (1977) pelo polêmico George Lucas, e por amar tanto a saga intergaláctica
06/01/2018 às 20:29
   Star Wars – Os Últimos Jedi, dirigido por Rian Johnson, EUA, 2017. Comparando-se com o penúltimo filme da saga, Star Wars : O Despertar da Força, este: Os Últimos Jedi, é bem mais longo e pobre também, e isso tratando-se de direção, assim como roteiro também. 

  Os atores é um caso a parte: continuam bem, assim como seus figurinos. Eu amo Star Wars, a saga foi criada no ano que nasci (1977) pelo polêmico George Lucas, e por amar tanto a saga intergaláctica, confesso que, é com pesar no coração, que escrevo: não gostei  dos longos cento e cinquenta minutos de projeção. 

  Acho desnecessária a medida  dos atores, sem muita importância aparente até então, e que ganharam mais corpo no filme, e no fim das coisas não se faz muita diferença em estarem vivos ou mortos, pois sempre serão coadjuvantes, e além do mais o filme é moroso , e com um roteiro raso que não se enamora com os últimos filmes da saga. 

  Assim fica difícil indicar tal filme, Na verdade, filmes de saga tem sempre a esperança de voltar ao traço pretendido na próxima produção, então torcemos para que isso aconteça na terceira parte final desta trilogia, visto que Star Wars fez quarenta anos, e também pela curiosidade humana e a necessidade de magia em vossas vidas, é que Star Wars está longe de acabar, mas que a nona edição da saga seja menos moroso, e este consiga pegar o trilho do Despertar da Força.
                                                                      ****
Noites Brilhantes, dirigido e roteirizado por Thomas Arslan, Noruega/Alemanha ,2017.  Escreverei sobre uma jornada telúrica entre um pai com um filho, e provavelmente esta impecável obra fílmica não estará num cinema perto de você por diversos fatores, todavia o mais forte é o comercial, por tratar-se de um filme afetivo não comercial; então corra atrás de um festival para vê-lo. 

Conferi na Mostra de São Paulo, e com meu “comercialismo automático”, quis tentar entender a obra através do seu título: Noites brilhantes. Na verdade a obra foi rodada na Escandinávia, então no verão deles a noite é raríssima, de modo que a minha intenção em entender o filme pelo seu nome acaba como uma ação antiquada e incapaz para tal. 

As “noites clarantes” impregnam  e tentam desassociar uma ação vindoura do pai para com o filho. Ação esta é captada pelas lentes como uma forma de afago, de rendição, de entrega de um pai ausente, e um filho revoltado em idade “ a flor da pele” ou em plena erupção, compreendida quando o menino não é mais menino, e tampouco adulto, mas encaminha-se para isso. 

Pois bem: essa relação aparece conflituosa desde sempre, e a frieza germânica dos personagens ajuda ainda mais. Temos de um lado um pai que ainda não aprendeu a ser pai, apesar de chegar aos quase cinquenta; e um filho desacostumado e ter alguém que lhe ame, e ainda assim, lhe dê ordens, estas das quais, por ser novidade, talvez, vão sempre contra a personalidade de uma criança, e agora "adultinho", que nunca teve uma voz masculina em casa. 
Ou seja: o menino era filho e também pai, ou esposo da própria mãe, esta que não aparece na tela, mas que está escancarada em sublinhas do roteiro, ou das imagens que a obra provoca. A jornada de conhecimento, de um para com outro, é silenciosa, afinal falar o quê de quem não conhece; mas também é desafiadora por tentar quebrar o gelo desse lógico silêncio, e obvio, trata-se, também de uma jornada de “ jogar a isca pra ver se pega”, tanto por parte do pai, mas também pelo filho; não se enganem disso, existiam duas partes “partidas” nessa estória comum a todos os hemisférios geográficos. 

O filme não te dará um sorriso, tanto seu, como de algum personagem, no final da sessão, porém, contudo te possibilitará a enxergar que colocar alguém no mundo é de uma responsabilidade de que não conseguiria ainda enxergar.