sexta-feira, 05 de junho de 2020
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

O REI DO SHOW: FUI ver uma coisa e vi outra

Baseado em uma história real, a do ambicioso e imaginativo P.T. Barnum; o musical nos joga no início dos anos 1800, ou seja, século XIX, num Estados Unidos super “apairthaido”
30/12/2017 às 12:36
O Rei Do Show, dirigido por Michael Gracey,  EUA, 2017. Fui ao cinema crente que iria assistir a um filme sobre os meandros do entretenimento, e eis que afrontar-me-ei com a erudição, em forma cantada, com a trama de um empreendedor em particular, personalizado pelo ator australiano e eterno Wolverine: Hugh Jackman. 

Baseado em uma história real, a do ambicioso e imaginativo P.T. Barnum; o musical nos joga no início dos anos 1800, ou seja, século XIX, num Estados Unidos super “apairthaido”. Ou seja: sujeitos, tais como: anões, mulheres barbadas, pançudos ao extremo, pessoa(s) siamesas e negros, eram as escória da sociedade estadunidense da época, onde não era vistos com bons olhos pessoas nobres se misturarem com esta gentalha.

 E pior: os próprios parentes destes “ seres estranhos”tinham vergonha deles, de modo que todos viviam isolada e clandestinamente a fim de não envergonhar parentes com os logotipos que Deus os deu. Mas para um filho de alfaiate, com o sangue nos olhos, tais “seres estranhos” eram a sua principal criação: Um circo de anomalias!

Casado com uma mulher nobre, e sempre odiado por seu sogro, com duas filhas, o protagonista resolve, após alguns empregos e empreendimentos malsucedidos, criar o grande circo de horrores, e então unir todas as anomalias humanas e mostrar, em alta e boa luz, todos eles de uma única vez. 

O desenrolar do musical, que é o filme do natal deste ano, se baseia ou permeia nas relações dos “funcionários esquisitões”, para com seu criador, mas também como seu produtor: um sujeito da alta sociedade que se apaixona pela acrobata negra do circo de horrores. Certamente, alguma música deste filme será indicada, e provavelmente levará, o Oscar de melhor canção original; então se você não estiver muito preocupado em ver um baita roteiro e personagens, indico o musical para uma virada de ano com mais garra e ambições na sua vida pessoal e acima de tudo, profissional.