Colunistas / Cinema
Diogo Berni

COM AMOR, VAN GOGH - vale o ingresso no cinema

O que sobrou de se fazer foi feito com editores e um roteirista que, de fato, não entendia nada de roteiro.
16/12/2017 às 12:11
 Com Amor, Van Gogh, dirigido por Dorota Kobiela e Hugh Welcham, Polônia/ Reino Unido, 2017. Peço, encarecidamente, que um santo baixe em mim agora, a fim de fazer um texto bacana.

 Pois bem: Van Gogh, todos conhecem como um suicida que morre aos 37 anos por um tiro na barriga dado supostamente, por ele. E isso é verdade mesmo, ele se mata e o que os “geniais” diretores fazem: Tentam, o filme INTEIRO, dizer ou afirmar que Van Gogh foi morto por seu médico,  por motivo de Van Gogh roubar o coração da filha; esta que para o médico “louco” não poderia ser mais de ninguém a não ser seu criador, ou melhor : o esperma do médico, ou seja, seu pai; que com seu pau desejava a filha; uma versão oposta de versão edipiana , ou melhor: nem tão oposta assim, na verdade: a mesma versão, mas só invertida sexualmente, antes era a mãe e o filho; agora é o pai e a filha.

 Pois bem, novamente: no fundo no fundo, dez entre dez críticos se retaram com o filme pelo seu roteiro; sim: eles têm razão, o filme, de fato, tem um roteiro péssimo, mas a obra, como um todo, passa com louvor pra mim; foram mais de oito mil quadros pintados entre mais de cem artistas que fizeram o filme, ou seja, artistas fizeram o filme do artista Van Gogh. O que sobrou de se fazer foi feito com editores e um roteirista que, de fato, não entendia nada de roteiro. 

Todavia se forem mais espertos, leiam sobre o filme sem algum preconceito, oras pré-estabelecido, por esses colegas de profissão (críticos), e pegue a visão que o filme quer passar, ou seja, fume um charuto e então terás uma viagem sensorial ótima, então bom filme e boa sessão. O filme é o indicado pela Polônia ao Oscar 2018, e vale, bastante o ingresso.