quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

A VIAGEM DE FANNY e a raça superior ariana

Filmes com essa temática instiga o espectador a querer saber mais sobre a História mundial
09/09/2017 às 10:31
A Viagem de Fanny, dirigido por Lola Doillon, França, 2017. Filmes de guerra sempre causam um frenesi, embora as maiorias das guerras sejam de motivos tolos, ou até irreais, como foi o caso da Segunda Grande Guerra.

Filmes com essa temática instiga o espectador a querer saber mais sobre a História mundial.  Neste caso específico, vemos a guerra através do olhar de uma criança: Fanny, uma menina judia esperta de doze anos. 

A missão dela é tentar salvar-se, e isso com uma dezena de outros judeuzinhos, e ir para o lado dos aliados contra o nazismo. Todavia até chegar a solo seguro, Fanny e seus amigos passam por um perrengue daqueles. 

Sim, já existiram inúmeros filmes que tratava a segunda guerra sob o olhar infantil, mas como este campo é fértil, não custa nada contar a estória da Fanny. 

É o seguinte: temos que parar de olhar para a segunda guerra como algo de muito tempo atrás, pois não o é; nem cem anos tem, e existem inúmeros casos de neonazistas por todo o mundo, então é admissível que se faça filmes para alertar sob a temática, que perdura-se nos tempos de hoje. 

Fanny é uma judia que tenta sobreviver em pleno coração nazista, Berlim. Ela e seus amigos peregrinam e passam o pão que o diabo amassou para saírem vivos da estapafúrdia ideia da raça pura ariana. 

A inocência infanto-juvenil dá um ar menos pesado ao tema, e ao filme, de modo que em certas cenas ao sequer percebemos que estamos de olho no furacão da segunda guerra, sem um propósito comprovado cientificamente. 

Deste modo, “Fanny e sua patota” perambula e engana os nazistas. Sim, de fato é uma história triste da nossa humanidade que iremos carregar para todo o sempre, mas a inocência da Fanny deixam os fatos mais leves. 

O pior inimigo do homem é ele próprio, e nada melhor que uma renovação, ou seja, que uma criança, que possa dar novas esperanças a humanidade. 

O filme, creio eu, têm esse proposito: de jogar algo puro e inocente na tela, que é o olhar de uma criança, para tentar desmistificar ou desproporcionalizar  o erro da vulga raça superior ariana, tentativa essa já expostas em outras filmagens; todavia tratando-se desse campo tão específico, nunca é muito para mostrar o que foi ocorrido.