Colunistas / Cinema
Diogo Berni

A FINADA MÃE DA MADAME, divertida comédia com sabor Bahia

Uma comédia bem interessante de se assistir
26/08/2017 às 14:26
 A Finada Mãe da Madame, dirigido por Bernard Attal, Brasil/BA, 2016. O diretor, apesar de ser francês, pode ser considerado um soteropolitano, já que vive aqui há muito tempo, e de certa maneira, não deixa de ser uma mola propulsora a fim de injetar aos diretores da terra um olhar mais europeu em suas obras, ou ao menos tentar fazer um mix do nossa latinidade tropicalista, adicionando o pragmatismo dos inventores do cinema. 

   Pois bem, o filme em questão é do gênero da comédia. A ação temporal da obra fílmica ocorre por volta, ou talvez, durante os anos setenta, numa Salvador tranquilona, onde podia-se andar de madrugada pelas ruas, sem medo de assaltos ou crackeiros. 

   Os trabalhos de figurino e cenografia de época do filme são impecáveis ( imagino que deve ter sido difícil achar tantos elementos de época sendo um filme de baixo orçamento..). Acerca do elenco, temos muitos atores a atrizes baianas talentosas, mas o chafariz da campanha publicitária foca-se em uma estrela global, a atriz Ângela Maria e sua beleza atemporal, esta que faz a sogra que “bateria as botas”, e deixaria uma herança para sua filha e genro, este último, por sinal, cheio de dívidas. 

   Mas vamos um pouco falar sobre os personagens: Pois bem, primeiramente temos um casal composto por: uma esposa carente e um marido boa praça e vida, que também era bancário. Certa noite o marido resolve pegar um “vale night”, e ir a um baile no lendário Clube dos Fantoches, com os amigos que sabiam curtir a vida. 

   Quando, mas que de repente, eis que surge uma egípcia, com um dos seios de fora, pendurada em uma cama aérea com seus escravos carregando a bela musa até o centro da festa, festa que tinha como tema a própria musa, que surgiria para deixar completamente louco, e cheio de tesão acumulado, o nosso marido, que de saco cheio da sua rotina de bancário e esposo, resolve “bater” nos fantoches e dá-se de cara com um mulherão daquele, que era ainda o tema da festa, e por isso não somente cobiçada por ele, ou seja, a concorrência era grande.

    Andando a pé, o maridão chega embriagado em casa completamente molhado, também, por uma chuva, ou melhor, um toró. Mesmo molhado e mamado, e não necessariamente nessa ordem, nosso protagonista encontra sua esposa, super carente, esperando. 

   A partir dai rola um super "Drzão", leia discussão de relacionamento, até que esta é interrompida por um chamado na porta. Era o mordomo que veio comunicar a “morte” da sogra. Todavia tudo não passa de um engano, pois quem falecera era a sogra do vizinho e não a dele, fato este que só o colocou em maus lençóis pelos tantos cheques que já tinham feitos e enviados por correio aos seus devedores, contando com o dinheiro da herança da sua sogra “morta”. 

   Enfim, comédia é o gênero mais difícil de fazer, e o diretor acertou em alguns aspectos e errou em outros; porém ainda assim achei o melhor longa baiano visto, até agora, neste bom ano de 2017 de produções da terra; Então sugiro que confiram o filme e se divirtam bastante, pois momentos hilários é que não faltarão para boas gargalhadas; vale super a pena conferir, e o filme encontra-se nas melhores salas de cinema da sua cidade, seja ela pequena ou não.