Colunistas / Cinema
Diogo Berni

A trajetória de Janis Joplin a maldição dos 27

Preciosa: Uma História de Esperança, de Lee Daniels com Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton, EUA, 2009.
30/07/2016 às 11:11
 Janis - Little Girl, de Amy Berg, EUA, 2016. Seres como Jopilin são seres melhores que a maioria, por isso temos o mito dos 27 anos onde seres como Janis Joplin, Jim Morinson, Amy Winehouse, Kurt Cobain e Jim Rendrix morerram nesse idade por abuso de drogas e criou-se esse enigma que se você passasse pelos 27 anos conseguiria seguir muito mais adiante embora corresse o risco de ser mais "hum" da maioria. 

   Embora conheçamos todos os nomes do gênios artistas que pararam no 27, não conhecemos a fundo a estória de vida deles, taxando-os como drogaditas e idiotas por se matarem tão cedo. Mas não é bem por aí porque existe a tal da angústia humana onde só os mais especiais podem sentir.

    Arisco-me a escrever que Janis Joplin era uma espécie de vulcão "gargantístico" misturado com uma generosidade fora do comum, onde aquele que está sendo bulinado nem sempre vê nada disso, e seres como Janes captam essa estória toda ou energia , e como automutilação se drogam por saber mais que nós, a maioria, que o ser humano não vale nem um fiapo de esperança. 

   A obra fílmica é somente a segunda( a primeira foi o documentário Amy) a conseguir dissecar com maestria a personalidade de algum mito dos 27, e de fato contar a verdadeira estória desses astros, não como a revista quer pra depois vender. Em Janis ainda conseguimos sugar, além da sua verdadeira estória( o porque ela ter começado a usar e ficar dependente de heroína porquausa ou pelo motivo dos bullying que recebia na infância do Texas), sugamos também alguns musicais, sendo que não dá pra sair do cinema sem cantarolar suas canções preferidas. 
                                                                             ****
   Preciosa: Uma História de Esperança, de Lee Daniels com Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton, EUA, 2009. Se achas que estas na merda, assista esse filme e veja o que de fato és merda de verdade. A estória é triste, mas por ser verdadeira( infelizmente ) tem de ser contada, afinal quantas Preciosas hoje ainda existem? Certamente milhares ainda, e isso fruto da ignorância e falta de educação e afeto, somadas a uma dívida de escravatura e preconceito que é preconizada em nossa sociedade mundial atual. 

   O que temos como protagonista é um ser bestial de dezesseis anos de idade e indo para sua segunda gravidez, ambas do seu próprio pai com o auxílio do medo da sua mãe. Gorda, alias muito gorda Precions chega a praticar furtos para manter seu vicio, o da gula. 

   Mas como julgar este ser bestial, que de tudo na vida lhe fora nada generoso? Comia para aguentar a mãe que jogava na menina todo o mal do mundo que lhe atormentava , e ainda vivia da grana da previdência do filho da sua filha sem fazer nada da vida a não ser "botar o terror" na filha que tinha roubado seu homem. Precions não roubou nada de ninguém, mas fora bulinada em seu pequeno órgão fecundo aos três anos de idade por seu próprio e doente pai ,e sua mãe, por medo de ficar sozinha, consente este primeiro estupro até o último , fruto do segundo bebê da garota bestial. Essa estória verídica não aconteceu em nenhum país subdesenvolvido, mas sim no Harlem, bairro barra pesada de Nova Iorque em 1987, nos Estados Unidos. 

   A atuação da antagonista, a figura materna de Precions da trama, está irretocável . A direção acertou em cheio na escolha da protagonista na sua estampa que lhe ajuda no papel. É o que dizem: barbárie gera barbárie. O filme concorreu ao Oscar no ano da sua produção e vale a conferida pra quem estiver disposto a ver uma realidade nua e crua, e com requintes de crueldade.