segunda-feira, 16 de setembro de 2019
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

Independence Day, o ressurgimento, medíocre

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16/07/2016 às 10:18

Independence Day: O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence), de Roland Emmerich, EUA, 2016. Estou a remexer-me na cadeira a fim de buscar coragem a resenhar um filme tamanho mediano como este, e fui vê-lo por faltas de escolhas no requerido dia. 

Ou seja: fiquem despreocupados que a qualidade dos filmes conferidos por este crítico vai continuar a ser o guia para resenhá-los. Entretanto como dispus-me a ir ao cinema ver o blockbuster, dividirei a apreensão com vocês, afinal não aguento segurar ela sozinho. 

De início sou obrigado a escrever que o roteiro do filme comete um erro fatal, que é o de “tentar” linkar o primeiro filme com a sua continuação. Pelo primeiro ter passado há muitos anos atrás, é claro que ninguém lembrava dele, então fica complicado entender a trama desse atual, uma vez que não lembramos do antigo.

 O que agora sabido é que são os filhos daqueles que morreram, em 1996, que ajudam a Terra a se proteger de um novo ataque alienígena, com suas supostas cargas genéticas herdadas pelos seus pais super-heróis. O Enredo do filme de 2016 é igual ao enredo do filme de 1996. 

Ou seja: trata-se de um ataque alienígena que deseja devastar o planeta Terra mais uma vez, porém agora eles vêm mais fortes e mais evoluídos. Olha, o roteiro é tão estapafúrdio que o filme tem a desfaçatez na sua cena final em tramar um suposto “enganamento” aos aliens por parte dos cientistas cabeças que estavam no comando da guerra, e o pior que os evoluídos extraterrestres caem na armadilha e o planeta Terra mais uma vez é salvo. Se existiu um insight legal do filme, este foi de mostrar uma sociedade global totalmente unida devido ao primeiro ataque alienígena, coisa que duvido muito que aconteça na realidade, mesmo sob a hipótese de vir seres de outros mundos nos ameaçarem.