quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

Desajustados É mais uma história sobre bullyng

No trabalho, Fusi é hostilizado gratuitamente pelos colegas. As tentativas de estabelecer laços são geralmente infrutíferas ou acabam em adversidade
25/06/2016 às 19:46
Desajustados ( Fúsi ), de Dagur Kari, Islândia/Dinamarca, 2016. Se pensas que és o único lado ruim da laranja, adveja que existem outras tantas laranjas, das quais podem existir lados podres também, e juntando com o outro lado sem gosto, ou com gosto duvidoso, aí sim podes fazer uma laranjada, e quem quiser que a tome, aí já é problema que quem se propôs a beber. Através desta metáfora podemos apresentar um pouco o nosso protagonista: um sujeito gordo que trabalha como empacotador de bagagem em um aeroporto e sofre bullying dos seus colegas de trabalho quase que diariamente. 

O rapaz, quer dizer, nem tanto rapaz assim, já que estava com quarenta anos e vivia na casa da mãe ainda; todavia este indivíduo certa vez pega sua mãe de quatro com seu namorado na área de serviço e toma um certo susto, mas o que ele esperava, já bastava ele como virgem na estória, não? 

Com tais características esse cara ganha umas aulas grátis de dança country por parte do seu “sogro” e lá conhece o tal do outro lado podre da laranja que mencionámos: uma gari que tinha vergonha da sua profissão e por isso dizia que trabalhava em uma floricultura, coisa bem distante do seu oficio, que era mexer com mau cheiro dos lixos caseiros, ainda que estes sejam islandeses com a reciclagem sendo obedecida por parte de um povo um pouco mais educado. 

Entretanto os dois se gamam, e aí sim, podemos afirmar que existe uma laranjada, ainda que não tão boa assim. Brincadeiras à parte o que chama atenção são duas coisas basicamente, que são: uma tremenda atuação por parte do protagonista (Gunnar Jónsson), chamado por Fúsi, título ordinal da obra inclusive, e ser também um filme da Islândia,