sexta-feira, 05 de junho de 2020
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

Apocalipse Verão chega em bom momento com Jogos Olimpicos

E mais: O Banheiro Tá na Limpeza!, dirigido por Marcelo Lordello, Brasil, 2013
11/06/2016 às 11:00
   Apocalipse de Verão, dirigido e roteirizado pela Caroline Durão , Brasil, 2013. O curta metragem vem em boa hora; no momento das Olimpíadas do Rio 2016. O Enredo fala da poluição na baia da Guanabara de forma subliminar quando neto a avó decidem pegar uma praia e lá chegando o mar está repleto de algas. Que bom se fosse isso, ou seja, se a água do mar estivesse desapropriada para o banho.

 Fato este que é verdadeiro; o mar carioca é um lixão que deixa em risco todas as provas olímpicas aquáticas, ou melhor, deixa a mercê a saúde em cheque dos atletas olímpicos. Os governantes dizem nada disso é verdade , e um teve a cara de pau ano passado de mergulhar no centro do lixão para provar que os atletas poderiam competir ali sem medo de contrais doenças. 

O filme é de 2013, ou seja, este problema já acontece já há algum tempo, mas como o Rio é a cidade maravilhosa, tal slogan não pode ser ferido em hipótese alguma, mesmo que alguém morra na Baía da Guanabara, afinal o que iriam pensar do cartão postal do Brasil único lugar maravilhoso do país?. Que caralho de cidade maravilhosa nada, só otário que acredita nesse besteirol. Bem melhor seria se pegasse esse dinheiro absurdo do " legado do Rio de Janeiro" para construir escolas e hospitais públicos, bem mais útil seria para construir uma nação de forma responsável para com seus habitantes, e não com propagandas falsas e estapafúrdias. 
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  Os três Efes, dirigido pelo experiente Carlos Gerbase, Brasil, 2007. Segundo o diretor gaúcho o homem em sua essência é composto de Três "Efes" fundamentais para a sobrevivência: A fome, a Foda e o Fasma. Fasma vêm do grego e quer dizer comunicar-se. 

   Aristóteles usava a expressão para criar a filosofia. Em nosso tempo o linguista suíço Sussurre define fasma como signo, que por sua vez é uma relação entre o Significado e o Significante, onde o significado é o nome que damos as coisas. Ou seja: A mesa é mesa porque colocamos o nome de mesa pra ela arbitrariamente, e por sua vez , Significante corresponde aos aspecto sonoro e visual de tal objeto. Linguística a parte, o filme se permeia nessas três necessidades humanas básicas: Fome ( necessidade de alimentar-se para sobreviver), Sexo : Que significa a necessidade da procriação e prazer carnal,e por fim o Fasma, por o homem ter a necessidade de se relacionar socialmente um com o outro inevitavelmente. 

  Posto isso como a introdução do filme, inclusive esta falada em alto e bom tom por um narrador que se repete a mesma explicação no final do filme, temos alguns personagens interessantes, tais como: A namorada de um jogador de futebol que sustenta o pai com o salário de atendente de telemarketing, e a sua amiga, que é também "Maria-Chuteira". Vendo a grana fácil que sua amiga conseguia como garota de programa, a protagonista então entra na jogada dos programas de elite na boa Porto Alegre. O filme se desenrola basicamente com este arco narrativo, este escreva-se de passagem é fidedigno a necessidade dos três efes. 

As tensões dramáticas que fazem o espectador não sair do filme surgem quando o fotógrafo que iria colocar as imagens sensuais da protagonista em um site pornô, se apaixona por ela e tenta tirá-la da sua recente profissão em dar prazer para ganhar dinheiro a fim de se sustentar, o seu pai e o filho que ela também tinha. O fato interessante do filme foi o seu argumento inicial dos três efes, porém a narrativa complementar da obra fílmica não acompanha o que poderia ter sido melhor desenvolvido, o que faz do filme apenas uma promessa e não uma realidade. 
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O Banheiro Tá na Limpeza!, dirigido por Marcelo Lordello, Brasil, 2013. Todos nós já sofremos bullying, de maior ou menor grau quando adolescentes ou crianças, principalmente. A estória desse cara é que ele cagou a camisa devido a pressão de um prova. Cagou a camisa e ficou na banheiro falando há quem batesse que o banheiro estava na limpeza devido a sua cagada. Só saí do banheiro quando o coordenador do colégio traz uma nova camisa. 

O curta metragem parece ser uma espécie de exorcismo de seu diretor com os bullying que sofreu durante sua infância, e claro, amplia e pega muitas pessoas que passaram pelo mesmo imbróglio, como este que vos escreve, por exemplo. Todavia quem pensa que estes traumas enfraquecem o ser, estão redondamente enganados, só fazem crescer como gente em geral e fortalecem esses seres que sofreram tais situações para se transformar em adultos mais preparados para os desafios da vida.