ter?a-feira, 17 de setembro de 2019
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

Labirinto de Mentiras aborda o nazismo

O filme Labirinto de mentiras mosra a Alemnha pós-Hitler ainda praticando atos da época do nazismo
05/03/2016 às 11:46
 Labirinto de Mentiras, de Guilio Ricciarelli, Alemanha, 2015. Após a segunda guerra mundial a Alemanha teve a missão e necessidade de reerguer-se moral e fisicamente. As verdades de Adolf Hitler ainda reinavam nas cabeças das pessoas daquele país mesmo após o fracasso na guerra, embora que ninguém admitisse em público. 

       O filme, todo falado em  alemão, quer exatamente tocar nesta ferida não cicatrizada por volta de
 1958. Um ambicioso e também corajoso advogado resolve, por conta própria, reabrir a história dos casos de “ força desproporcional” das autoridades nazistas. 

      Com a ajuda semiforçada de um jornalista, já que o  assunto para época era tabu e perigosíssimo, o advogado encontra provas  cabais de que as autoridades ainda agiam de maneira semelhante ao 
período nazista, e pior, acobertavam todos os segredos da época nazista.

      Por vezes o advogado era espancado na rua por sua ousadia e ainda chamado de traidor bastardo da pátria. As conexões ou labirintos de  provas se ampliavam cada vez quando era descoberta uma ação desconhecida  das autoridades, ações essas que desencadeavam em muitas outras mais 
cruéis e absurdas dos que as primeiras descobertas. 

     O filme é uma espécie de sacolejo na Alemanha atual, mostrando que o Nazismo anda mais  vivo que nunca naquele país ainda hoje.
                                                                       *****
    Joy: O Nome do Sucesso, de David O. Russell, com Jennifer Lawrence, EUA, 2016. Quem em sã consciência vai espremer um rodo com os vidros de uma garrafa recém quebrada com as próprias mãos? 
   
   A protagonista faz isso e logicamente corta as palmas das mãos. Acreditem se quiser, mas é este o argumento do roteiro de um filme que concorre ao  Oscar. 

   A partir do acidente, para demente no mínimo, a personagem que dá nome ao filme, Joy, inventa um rodo com noventa algodões capaz de sugar toda a sujeira e ainda por cima este ser girável e por este motivo pode ser colocado na máquina de lavar, ou seja, uma baita de uma invencionice que mudará para sempre a vida da dona de casa. 

   E pasmem: O filme gira em torno disso até o fim com a protagonista querendo fazer 
fortuna e fama através da sua invenção inusitada. A parte principal de uma obra fílmica é sem dúvidas o seu roteiro; quando este começa mal não tem ator nem diretor que dê jeito, e isto de fato sucede com filme. Não é a toa que o filme não ganhou nenhuma estatueta do Oscar domingo passado..