segunda-feira, 16 de setembro de 2019
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

SPOLIGHT aborda pedofilia entre padres

Domingo a noite em a festa da Oscar
26/02/2016 às 23:03
Spotlight – Segredos Revelados, dirigido por Tom McCarthy , EUA,2016. Não gostaria de entrar no tema novamente, entretanto o Oscar 2016 pede, então nada mais justo em plena semana do prêmio industrial estadunidense, voltar a comentar a respeito de um filme cotadíssimo para  receber muitas estatuetas, inclusive a mais cobiçada de melhor filme. Vamos falar do filme que venceu o prêmio dos produtores de Hollywood: Spotlight. 

Pois bem, o filme tem como tema a pedofilia entre padres católicos. O título do filme se origina a um seleto grupo de quatro jornalistas especializados a dar furo; na linguagem jornalística dar furo quer dizer noticiar alguma coisa inédita.

 O grupo era formado por um jornalista com traços e laços portugueses, e por isso sempre enviesado buscando a notícia com sua curiosidade peculiar ( a melhor atuação do filme, e merece ganhar como ator coadjuvante ); uma jornalista tipicamente norte-americana que não se importava em portas na  cara, caso a informação fosse importante.

 Ou seja, as vezes passava do excesso entre um jornalismo ético ou não. Completando o grupo ainda 
tínhamos dois jornalistas que ficavam mais na defensiva para atacar na “cerne” do problema. Queriam pegar o sistema que ajudava a não punir padres pedófilos católicos; ficavam fazendo a retaguarda dos dois jornalistas-repórteres que mencionamos, para criar estratégias que fossem a altura da investigação. Mas por que Spot Light deveria ganhar o  Oscar? Bem, do ponto de vista humano em abordar e alertar as pessoas a terem cuidado com os padres é louvável e merecedor que o filme ganhe o prêmio, todavia obra fílmica é uma ficção com elementos peculiares desta  arte como direção, roteiro, fotografia, figurino, cenografia, atuações,
 etc. 

Neste sentido o filme abordado não é merecedor do prêmio principal  agora no domingo. Particularmente gostaria que O Quarto de Jack levasse  por abordar uma questão real também, que é o caso de estupradores doentes. Mas acho pouco provável que ele ganhe; se fosse para apostar, colocaria todas minhas fichas no filme O Regresso, com Leonardo DiCaprio, enfim conseguindo ganhar a estatueta que deveria ter vindo com  o filme Titanic, mas nunca é tarde para consertar erros, coisa da qual o  Oscar faz muito bem. 

Não enumerarei os atores e diretores que mereciam ganhar e não levaram pôr a lista ser demasiada longa e por acabar cansá-los a mim e a vocês. Todavia voltemos a Spot Light e analisaremos algumas estatísticas reais que de fato assustam. Só na cidade de Boston,  onde os jornalistas ficavam, foram encontrados na investigação jornalísticas nada menos que vinte padres pedófilos, e pasmem como fiquei também, cerca de 7% dos celibatários são pedófilos na igreja católica ainda existem padres na ativa molestando criancinhas mundo afora com a estória do Celibato, e de que são seres iluminados por Deus  e por isso tinham o privilégio de molestar e ainda falar para vítima infante que estavam fazendo um ato para Deus. 

O filme é ficção, mas essas informações são reais. Ou seja, se os cidadãos norte-americanos nunca foram muitos católicos, agora então: Never more. Um filme investigativo que adjetiva a profissão do jornalista com ser essencial para com uma sociedade justa e lúcida, mas que fica somente nisto. Ou seja, fica no plano da especulação de um filme bom, talvez o tema da pedofilia já ande um pouco batido, vamos aguardar a premiação e conhecer os vencedores no domingo.