Colunistas / Cinema
Diogo Berni

Mad Max, a Estrada da Fúria. Dá pra um saco de pipocas

Filme é de ação e talvez por isso não precise de tantos discursos, mas o fato é que a história não consegue ser contada de uma forma clara e concisa
22/05/2015 às 22:57
 Mad Max: Estrada da fúria, dirigido e roteirizado por George Miller, com Tom Hardy EUA, 2015.Trata-se de uma mega produção que vale ser vista se focarmos no quesito espetáculo e não na estória em si; Todavia a obra fílmica tem algumas peculiaridades interessantes extra-estúdio, que por sua vez interferem na atuação dos seus personagens.

   Por exemplo: o protagonista do filme era um ex-depedente químico da droga mais ralé que existe: o crack, onde em entrevista ele afirmara que trocara sua mãe, se necessário fosse por uma pedra da droga. Agora limpo o ator meio que não consegue apagar seu passado e tampouco sua personalidade; 

   Deste modo o que vemos na tela é um personagem forte e cheio de “silêncios barulhentos”. Mas
voltemos ao filme e não em suas abstrações, pois bem este apesar de um pouco longo ( 120 minutos ), tem um ritmo impecável com direito a várias lutas do começo ao fim em um deserto de areia sem fim num mundo pós apocalíptico , que parece ser mais um tempo antigo do que propriamente do futuro. 

   Todavia a obra tem um trunfo: O mesmo diretor dos três filmes da década de noventa do século passado. Este fator legitima de certa forma a originalidade da saga, mas a falta de roteiro continua neste de 2015 também. Ok, o filme é de ação e talvez por isso não precise de tantos discursos, mas o fato é que a história não consegue ser contada de uma forma clara e concisa. 

   O filme já começa estranho com um rei ditador que deixa seu povo se acabar com falta d’água. Não
contente o ditador ainda tinha controle em suas proles com meias dúzias de ninfetas belíssimas que eram suas amantes e em consequência disso ele conseguia aumentar seu sangue ditatorial por mais alguns séculos naquele mundo caótico a aparentemente sem uma causa clara para tal situação. 

   O desenrolar da ação fílmica acontece quando uma ex-ninfeta revoltada do ditador resolve sequestrar as suas jovens damas de leite ou esposas para que aquele império insano acabasse, ou ao menos desse um susto no ditador. O aborrecimento do rei é imediato e aí se sucede as intermináveis batalhas entre os soldados abranquelados que gostavam de comer qualquer tipo de inseto contra a máquina de guerra dirigida pela mulher ex-ninfeta e com um braço mecânico, ironicamente podemos escrever que ela seria a capitã Gancho contemporânea. 
No meio das batalhas surge o Max, que foi levado aparentemente sem motivo plausível algum, algemado e amarrado na frente de um carro que era dirigido por um abranquelado soldado do rei. Tal
soldado o chamava como bolsa de sangue, e este foi seu nome até os últimos dez minutos do filme, quando no fim de intermináveis batalhas ele revela seu nome, pois no meio daquelas batalhas o que importaria saber o nome de alguém, o que importava era manter-se vivo diante da perseguição dos soldados do império pos-apocalitico. 

   Como mencionei, trata-se de um filme que serve para comer com um saco enorme de pipoca e se adrenalizar com as cenas, porém não esperem nada mais que muita ação, e estas cenas de ação bem feitas, isso não tem como negar, então pegue seu saco de pipoca Big -Extra -Plus e vá à luta.