Colunistas / Cinema
Diogo Berni

Lucy é um excelente filme de Luc Besson

Com a nova droga Lucy era capaz de lembrar coisas de quando tinha meses de vida, ter uma força cavalar e a sensibilidade aguçadíssima nos sentidos humanos
20/09/2014 às 11:30
Lucy , do francês cult Luc Besson, EUA, França, 2014. É importante frisar que se trata de um filme do gênero ficção cientifica, entretanto este não aborda planetas outros, catástrofes naturais ou ambientais, extraterrestres ou coisas do gênero; Por isso podemos classificar Lucy sendo um filme que foge dos padrões do gênero da ficção cientifica, mas ainda assim o sendo, só que mostrando homens ou mulheres de carne e osso como quaisquer outros ou outras em uma experiência não exclusivamente humana ( acho que posso escrever dessa forma..)

   Mas vou deixar de suspense e apresentar um breve histórico do excelente filme. É o seguinte: Lucy ( que para quem não sabe foi o nome da primeira Homo Sapiens ou macaca do sexo feminino há milhares de anos atrás em nosso processo evolutivo, então de certa forma a “macaca” Lucy foi a primeira “mulher” do mundo ); 

   Todavia a nossa protagonista, excelentemente interpretada pela bela Scarlett Johansson, como já mencionamos se chamava Lucy , a primeira vista por pura coincidência, esta humana Lucy era uma jovem norte-americana que morava e estudava na Coréia do Sul ( estranho a escolha do país, não; Mas o que não faz o dinheiro para promover um país, hein?). 

   Como toda jovem Lucy gostava de um bate-estaca , leia-se música eletrônica, e em uma dessas baladas ela conhece um cara meio barra pesada com o qual tem um rápido relacionamento de apenas uma semana, porém suficiente para Lucy entrar na pior enrascada de sua vida ou experiência, depende do ponto de vista de cada um que assiste ao filme. Através desse namorado Lucy entra em um esquema perigoso que era o de transportar drogas sintéticas dentro do seu corpo, e não apenas seria Lucy uma Mula de drogas que colocaria drogas nas suas partes íntimas; A cilada que ela entrava de gaiata e desavisada era de maior complexidade do que isso, ou seja, a de esconder drogas em sua vagina;

   Lucy, juntamente com mais quatro ou cinco mulas, teria que abrir seu corpo cirurgicamente e esconder em seus estômagos novas drogas sintéticas que estavam bombando entre os jovens da Europa. Essa nova droga era originária de leite materno, ou melhor, as substâncias dessa nova droga era somente encontrada na primeira mamada de um recém-nascido, e neste tal primeiro leite existia uma substancia que fazia com que os ossos do recém-nascidos ficassem fortes o suficiente para sobreviverem pelos seus primeiros seis meses. 

   Traficantes e/ou cientistas conseguem produzir em laboratório a tal substância mamária e desenvolvem a nova e potente droga que faz da heroína ou do LSD ficarem aos seus pés, tamanho a sua potência de percepções e força a quem usava, e por isso era uma droga cara , ou seja, era a droga “bola da vez” para quem quisesse curtir um barato totalmente novo e decente. Mas voltemos à história da Lucy, pois como mula para transportar tal droga ela foi devidamente dopada e operada para colocar quatro pacotes da droga em seu estômago. 

   Quando ela acorda já se encontra fora da Coreia e acorrentada com alguns caras querendo estuprá-la. Assustada e desorientada devida a medicação que tomara para “apagar”, Lucy meio que surta e começa a se debater para tentar fugir do estupro e daquele lugar que não sabia onde era. Com a sua agitação e um forte chute no estômago que tomastes do seu vulgo estuprador ( que não obteve sucesso no ato do coito forçado), Lucy então começa a ficar estranha e a passar mau de uma maneira sobrenatural subindo em paredes e ficando de cabeça para baixo como uma morcega. 

   Até há essa altura ela não estava entendendo nada do que estava acontecendo, de que os quatros sacos das drogas sintéticas que carregava dentro de si tinham explodido e se misturado em sua corrente sanguínea transformando Lucy em uma pessoa ou um ser muito mais capaz que uma pessoa comum que só pode usar dez por cento do seu cérebro. 

  Com a nova droga Lucy era capaz de lembrar coisas de quando tinha meses de vida, ter uma força cavalar e a sensibilidade aguçadíssima nos sentidos humanos: tato, paladar, olfato,visão e audição. A droga transformara uma humana comum em uma super humana. Paralelamente, aliás, acho que esse foi o único erro do filme de não linkar sincronicamente bem esses dois eventos, mas como ia escrevendo, paralelo a história da Lucy tínhamos flashes de um renomado cientista que justamente estudava como se comportaria a raça humana se esta pudesse usar mais do que dez ou um pouco mais da sua capacidade cerebral inerente a todos os humanos. 
O link tem sentido, pois com a nova droga sintética instalada no corpo da Lucy a sua capacidade cerebral era bem mais de dez por cento e através de pesquisas na internet ela consegue chegar ao cientista, interpretado por Morgan Freeman. Porém para que Lucy continuasse aumentando a sua capacidade cerebral seria necessário que ela conseguisse mais da droga e para isso ela teria que achar os outros quatro mulas espalhados pelo mundo e roubassem dentro dos seus estômagos o restante da droga sintética. Somente com vinte por cento usando a sua capacidade cerebral ela os encontra até que facilmente, mesmo com a máfia atrás dela, e com mais doses da droga Lucy acaba aumentando sua capacidade cerebral até chegar ao limite, ou seja, cem por cento. O que aconteceu com ela e o que ela fez? 

   Não vou contar. O que posso adiantar é que se trata de um filme de primeira, então se quiser sair dos filmes ditos como comuns e ampliar seus horizontes e paradigmas do que somos e o que podemos ser, ou até o que deixamos de ser por não ousarmos mais. Filmaço, com certeza não se arrependerá.