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Diogo Berni

OS DESCENDENTES NÃO É ESSA COCA COLA TODA COMO DIZEM

Veja tb comentário sobre a saga Crepúsculo
05/02/2012 às 08:02
Foto: DIV
Os Descendentes, de Alexander Payne, com George Clooney, razoável apenas
   Os descendentes, do Alexander Payne, 2012, EUA- Confesso que não sou muito fã do George Clooney como ator e principalmente como diretor, e não vi uma atuação de gala dele, como andam especulando que ele vai ganhar o Oscar, assim como já ganhou o globo de ouro. 

  É por essas e outras que meu embasamento e reflexão a sétima arte não gira em torno das indicações e premiações destes festivais citados, onde sempre o lado das estórias norte-americanas e inglesas são mais colocados em alta. 

  A mim não, prefiro confiar em festivais como os de: Veneza, Sunddance (o underground norte-americano), Cannes e Berlim. São destes que destaco os melhores filmes do ano pra se assistir e deliciar.

  Em relação aos Descendentes a película não é de toda ruim, acho que pelo padrões cada vez mais norte americanos do Oscar, ganhará algumas estatuetas, incluindo a de melhor ator ao Clooney, que é um havaiano, que com o casamento acabado, e vendo a sua esposa traí-lo e em coma terminal devido a um acidente,não necessariamente nessa ordem, tenta descobrir suas duas filhas e conquistá-las, pois agora ele será o "pamãe". 

  Com isso vemos um Clooney sensível, maduro e até com boas marcações em suas interpretações. O roteiro da película é redondo e parece que feito a atuação do ator. Acho difícil os Descendentes ganhar como melhor filme ao Oscar, embora não tenha assistido aos outros, mas tratando-se desse festival tudo é possível.  

  Homens e Deuses, do diretor Xavier Beauvois, França, 2010. Até onde a religião ou o poder tem o direito de nos dominarmos? E se este for paralelo, as coisas pioram? Quem é mais maléfico pra nós, as coisas vulgo lícitas ou ilícitas? Até onde vai nosso poder de bondade e inveja?

   Vejam meus caros quantas perguntas eu fiz a vocês, e isso tudo para diagnosticar ou tentar explicar as impressões dessa película, produzida através de fatos reais, que envolve religiões a fim de ser dono de um determinado local em um país de maioria muçulmana, onde católicos querem fincar a sua crença naquele local, digamos: não muito apropriado.
 
  Uma frase tem de ser escrita: a coragem dos monges católicos em não abandonar o seu monastério em terras estranhas e já com donos de direito. De suma e resumidamente o filme aborda o embate entre o catolicismo e muçulmanismo, onde mais do que os resultados alcançados no sentido de ajudar o próximo, o poder pelo local e o prestigio aos olhos alheios eram as coisas mais importantes para ambas religiões.  

  Saga Crepúsculo - Amanhecer parte I, EUA, 2011. Se queres o quereres de um amor inabalável e sobrenatural amanhecendo em vossa companhia, você tem duas opções: Ou dormindo com esse resenhista cinematográfico ou ir ver esse filme na madruga amanhecendo. Tratando-se do filme, tenho uma má notícia: a saga continuará. 
 
  Custumo comparar esses tipos de filmes com os BBBs, mas de forma internacional, e o pior: feita por roteiristas norte-americanos, onde a qualidade piora sem sombras de dúvidas. Alguns críticos têm a insensatez de escrever que o filme é bom para o público adolescente, onde os jovens através dos seus hormônios os fazem pensar.

  Ora bolas, não vamos confundir as coisas, existem hormônios e neurônios e filmes bons e ruins, independente da faixa etária, e esse filme pertence aos ruins, pois não faz nem os adolescentes nem ninguém pensar, besteirol sem semancol.  

  Ultimate Tahiti Wave 3D - Dirigido e roteirizado pelo Stephen Low -2011-EUA. Podemos afirmar que agora sim, o óculos desconfortável 3D fez a diferença. Sem o 3D esse filme, quase um média, senão um curta metragem com um preço de longa, seria impossível de ser feito. E feito de imagens alucinantes, escreva-se de passagem, com nada menos que um dia surfando no Tahiti com o decacampeão mundial de surf, Mister Kelly Slater, o careca - cara.

  Uma baita aula de como filmar e captar imagens da natureza e do mar, deixando o Slater e o surf como papel secundário tamanha a qualidade digital desse projeto que ainda não sei como classificar como curta ou média metragem, mas de uma qualidade digital realmente impressionante, trazendo imagens sem palavras para descrevê-las, só vendo para crê-las. Essa película foi um projeto do patrocinador do surfista mister gênio Kelly ( o Pelé do surf ), de modo que mais que um filme, foi uma ação de marketing, mas como foi tão bem feita vale assistir e pagar como se fosse um filme normal.