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Diogo Berni

FREUD, ALÉM DA ALMA E MUITA CALMA NESSA HORA

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22/10/2011 às 12:00
Foto: DIV
Muita Calma Nessa Hora, de Bruno Mazeeo, é pra não ser visto
Freud, além da alma do diretor John Huston - 1963 é uma pretensiosa e bela película do século passado em preto e branco, óbvio. Conta a estória inicial de vida do médico Freud, que com a magia negra: como era conhecida a hipnose na época, tentava curar casos de histeria, que eram considerados pela ciência como doença mental, como até hoje é.
O fato é que enquanto outros doutores do ramo histeria iam até certo ponto para descobrir a causa, Freud mergulhou mais além em um caso de uma mulher que vivia doente e sem andar pela morte do seu pai e seu marido simbólico.

Com essa estória a ser enveredada e desvendada Freud se desnuda da soberba da classe médica e permite se colocar no lugar de sua paciente, quando descobre que em sua infância teve esse mesmo sentimento por sua mãe, a famoso complexo de Édipo, que a posteriori iria postular com esse nome.

O prefácio do filme ou inicio, pois não é livro diz que três homens mudaram tudo: Copérnico, com a descoberta de que a terra girava ao redor do Sol com vários outros planetas, com Charles Darwin: que desmente a evolução criacional com provas acachapantes e finalmente Sigmund Freud: Que nos mostra que somos guiados por nosso inconsciente.

Sob Suspeita
 
Não sabia que o cara dos Velozes e Furiosos tinha feito outro filme, mas o fez      (infelizmente), e de uma estória verídica passada nos EUA com os famosos mafiosos italiano-americanos na era pós Corleonne, leia: O poderoso chefão.

Estamos nos referindo às décadas de 60 e 70 do século passado nos EUA.

Com o enredo de ter sido o mais longo julgamento de todos os tempos com aproximadamente dois anos ininterruptos, ou seja: pouco mais de setecentos dias oficializado pelos Guinnes Book.

O protagonista era um gangster preso que conseguiu o que ninguém imaginava: se defender como seu próprio advogado, pois o seu passado com estes era só de derrota, e por assim, decidiu usar ao invés de palavras difíceis, deixou-se falar por seu coração, e olha que deu certo ao ponto de safar todos os seus vulgos comparsas - amigos ítalo-americanos de severas penas de prisão por crimes desde assassinatos a falsificações.

Um filme bobo, protagonizado por um bobo, porém com uma histórica estória de julgamento provando que muitas vezes ouvir a voz do coração é bem melhor do que ouvir a voz da razão, e por isso não deveria ter a carga de comédia que teve, mesmo abordando-se o estilo bonachão dos italianos.

A última estação conta a estória dos últimos dias de vida do escritor russo Tostoi em sua dúvida imortal: Seguir os conselhos de sua esposa e se deixar entregar a luxuria ou se manter firme aos seus valores latifundiários e sociais e continuar a andar como um mendigo?

Grandes homens têm sempre dilemas grandes. Comentando sobre a película, posso isso muito pouco, pois foi um filme baixado por internet e dublado, de modo que, seria temerário de minha parte fazer quaisquer comentários de uma coisa vista genericamente, como a vi. Mas pelo que vi, e do jeito que vi, julgo não ser cilada a película.

O atalho é uma horrível película norte-americana, assim como Muita calma nessa hora do Bruno Mazzeo. Os dois tem a temática adolescente ou adultos jovens de seus vinte e poucos anus,  anos com "u" mesmo devido as desagradáveis cenas e mau feito roteiros destinados a retardados, só pode vir a ser isso, pois ninguém com mais de um neurônio gostaria de tamanhas asneiras.

Do filme nacional roteirizado pelo global e completamente  imbecil de carterinha Bruno Mazzeo. Escrevo sem dúvidas em titubear em rotular como o pior filme já visto em minha vida, e olha que já assisti a muita porcaria, incluindo nisso os filmes da Xuxa. O Muita calma nessa hora supera em "ruimdade" todos. Nada se salva, desde tudo. O engraçado que vendeu bem na época das bilheterias de cinema. Às vezes pergunto-me: O idiota sou eu?
 
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