Colunistas / Cinema
Diogo Berni

CAPITÃES DA AREIA, A HISTÓRIA SUPERA A DIREÇÃO

E outros comentário
15/10/2011 às 09:02
Foto: Literatura Clandestina
Por falta de experiência, diretora Cecília Amado, foi superada pela história
   Capitães da areia, o primeiro longa-metragem da neta do Jorge Amado: Cecília Amado 2011 percebe-se mesmo que se trata de um primeiro de alguém.

   Com a sorte de ter escolhido uma estória marcante com um roteiro já redondo no livro, a adaptação para a tela ficou menos difícil, e aos leigos esses tais furos ou erros de primeira longa passa despercebido pela maioria.

  Um ponto a favor da película é o fato da visceralidade dos atores, pela falta de experiência destes oriundos de favelas de Salvador. Se faltam boas atuações, o filme não te deixa dormir com o seu protagonista Pedro Bala latente e que cativa o anarquista que cada espectador carrega dentro de si saindo do cinema  pensando: "eu quero ser um Pedro Bala de agora em diante!".

 
 Quincas Berro D`água é mais uma adaptação bem sucedida dos livros do baiano Jorge Amado, ou Amado Jorge que é a frase que mais se ouve na TV Bahia hoje pela homenagem ao centenário do escritor que completa esse ano.

   Ao contrário dos Capitães da areia, o filme Quincas tem um diretor experiente em frente a uma estória digamos menos interessante do que comparado aos Capitães da Areia. Porém por essa experiência do diretor o filme sai redondo e sem brechas com o suporte de um amontoado de atores de peso.

  Filme por filme: Capitães da Areia (mesmo com as brechas que a Cecília deixa na película e a falta de experiência dos atores, mas a estória melhor engole esses detalhes técnicos).
 
  Direção por direção: Aí o Quincas ganha. Vamos dar um desconto por ser o primeiro longa da Cecília Amado e por ela ter escolhido o melhor livro do avô.

                                                           **
  Copacabana é uma autêntica película moderna francesa. Narra ou tenta acompanhar a sua enérgica protagonista: uma cinquentona temperamental e sem medo de se jogar na vida.

  Película de quase duas horas com um bom roteiro, bem ao estilo franc6es moderno discutindo: classes sócias, estereótipos diferentes. Nesse ultimo quesito acredito que os franceses têm uma enorme inveja de nossa miscigenação, pois lá isso é muito recente e aqui isso acontece há uns 500 anos.

  Copacabana realmente foi um mistério pra mim o titulo ser este, pois toda a película não tem nenhuma cena rodada no bairro, tampouco na cidade e no Brasil.

  Talvez o fato da protagonista gostar de músicas brasileiras e no fim acabar com um baianinho vindo para o Brasil explique o título de uma película regular em roteiro e boa em levantar questões silenciosas da sociedade mundial, como problemas familiares.

                                                                     **
  Wendy foi surpreendentemente um achado em plena TV a cabo, quando não se assiste a filmes legais ou raras vezes. Trata-se da estória de um casal de viciados em heroína, onde a mulher se prostitue pra manter o vício dos dois.

  Wendy, a própria: uma menina doce e emotiva se casa com um "caso perdido" e faz sua vida com muita loucura. O filme é interessante, pois mergulha no mundo dos viciados dessa droga, o êxtase mais extraordinário de todas as drogas.
                                                                        **
 Submarino precisaria de umas três folhas que expressar meus sentimentos sobre a bela película dinamarquesa. Destacaria em primeira estância de que, como: cinema e matemática se encontram interligadas por uma linha bastante tênue.

   Quando o filme é bom, bem feito, percebesse logo isto, com as mudanças na estória do passado para o presente ou vice-versa, por exemplo. Sobre a estória desse filme , é uma estória dramática e até de certo ponto desumana: dois irmãos crianças tem a obrigação de cuidar do seu outro irmão bebe, que acaba por morrer.

  Cuidavam porque a mãe era uma alcoólatra e a tragédia aconteceu porque eram simplesmente crianças e não tinham a maturidade necessária nem para cuidarem de si, quem dirás de outros.

   O filme se baseia todo nessa estória ou trauma do passado com esses dois irmãos tornando-se adultos e procurando seus rumos. Realmente  gostei do filme pela aula de cinema que o diretor dá, brincando com o tempo e com o puta roteiro. Paguei pau e saí às lágrimas; legitimo de classificar como sétima arte, não merdas produzidas por aí e que faturam muito mais.

 
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