Colunistas / Cinema
Diogo Berni

A VIDA PARECE UMA FESTA, O INTERESSANTE DOCUMENTÁRIO SOBRE TITÃS

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18/09/2011 às 08:03
Foto: DIV
Filhos de João: O Admirável Mundo Novo Baiano: - um filminho
O interessante documentário Titãs: A vida até parece uma festa, dirigido e filmado por um dos seus integrantes e líderes, Branco Mello 2009, conta a trajetória da banda nacional de rock mais legal.

Podemos classificar Os Titãs em duas partes: a primeira com Arnaldo Antunes até o seu oitavo LP Oblesqblom, e a segunda parte sem ele, com um grupo mais Rock Roll, porém sem letras que realmente cativassem como cativaram em seus primeiros trabalhos, excluindo-se uma ou outra música depois disso.

Documentário que vale ser visto aos amantes da banda, pois mostra inéditas imagens de bastidores desde a origem da banda ao início da década de 80 até os dias de hoje, com a passagem da morte de Marcelo Frommer, a saída de Nando Reis e a desintegração ainda mais da banda. Titãs, já deu, mico não.
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Os Smurfs, Raja Gosnell 2011, foi uma desagradável curtição, embora não estivesse esperando já muita coisa. Voltada ao público infantil, ouvi alguns adultos indicando-m e a película, então fui ver uma animação que não teve nada demais, com Smurfs idiotas e o casal de adultos ainda mais. Dizem que em 3D a outra estória, mas duvido muito.
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Cilada.com
foi uma engraçada surpresa. Quando pensei que seria mais uma merda nacional produzida, não estava de fato errado. Porém uma merda que me rendeu  algumas gargalhadas, pois como diz o ditado; "é se fazendo merda que se aduba a vida".
O filme vale ser visto principalmente pela atuação do personagem Marconha, interpretado pelo multi-artista Loroza, que faz o papel de um cineasta de filmes pornô decadente.
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Sou baiano, mas sinceramente ao contrário do andam se falando por aqui na Bahia, Os Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano (2011) do Henrique Dantas é um filminho. O título do filme poderia ser Os filhos do futebol. Em matéria musical a narrativa da película é desarmônica em relação ao período rico musical vivido daquele tempo.

A película se prende muito em estórias pessoais, deixando de discutir a efervescência musical do grupo como um todo. Outra coisa que ficou confusa foi o título dado a película fazendo uma analogia em que todos os integrantes dos Novos baianos eram filhos de João Gilberto, sendo que se fala somente uma vez do criador da bossa nova, e o filme perde ainda mais sua autenticidade quando Baby Consuelo proíbe as suas imagens por questões religiosas.
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 José e Pillar, do Miguel Gonçalves Mendes 2010, poderia ter outro nome: Pillar e José já que a película mostra e enfatiza bem mais ela do que ele.  Ela como empresária e principal organizadora da agenda do escritor se vê  bem mais do que Saramago. Esperava ver o "Sara" dialogando suas indagações existências e seus discursos sábios, mas isso pouco se viu. 
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Em Não se preocupe nada vai dar certo, do Hugo Carvana 2011, destaca essa película nacional com frases ácidas como: "Pobreza é um carma que se carrega de reencarnações passadas". Com pitadas preconceituosas a parte, a comédia se salva pela atuação dos seus protagonistas e a missão principal do filme cumprida e repassada a quem assistiu que de fato o importante é estar feliz.
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Assim é, se lhe parece, um longa que faz parte da série Oconoclastas, da Carla Galo 2011, documenta a vida do artista plástico paulistano Nélson Leirner. Uma figura interessante e desnuda dos valores capitais que nos norteiam hoje, vivivendo e respirando segundo ele de arte. Quando o talento "bate em sua porta" ou nasce com você é necessário se amar com as armas de Jorge, pois este corpo fica demasiadamente transparente as invejas alheias, corpo este do Leirner, tamanho o número de santos protetores que carrega em sua corrente de peito. Faz ele bem, proteção nunca é demais.