Colunistas / Cinema
Diogo Berni

"CONTRACORRENTE" É UM FILME QUE RECOMENDO

Comentário também sobre "A Casa de Alice"
04/09/2011 às 06:00
Foto: DIV
Um pescador brutamontes e um fotógrafo intelectual se envolvem em cenas de amor
  Temos um filme bom a ser debatido: trata-se do Contracorrente, do Javier Fuentes-León. Com Tatiana Astengo, Manolo Cardona, Cristian Mercado. Peru, Colômbia, França, Alemanha/2009.

  Em uma ilha que fala língua castelhana e não é Cuba, começa a estória de um pescador com um fotógrafo, como pano de fundo um belo mar azul-esverdeado. E
 
   Enquanto o pescador tem mulher, filho e não se descobre homossexual, o fotógrafo é o bem resolvido amante.

  Com esse enredo de ignorância, preconceito, amor, descobertas, alucinações e crenças de vida após morte a película veleja esta bem contada estória de amor, com pudor ainda infelizmente, mas com amor.

  Um brutamontes pescador ingênuo e um culto fotógrafo boa praça, onde um procura a essência do outro, pois ambos são opostos em todos os sentidos,e como opostos se atraem, já viu hein... O que deve comentar sobre a película é que a qualidade é boa desde roteiro, maquiagem, elenco e paisagem, recomendo.
 
  Aos machistas de plantão, tá por fora irmão, vá em busca de sua evolução!
                                                  **
  O tema classe média vem vulgar no nacional "A casa de Alice", do Chico Teixeira, 2007. 
 
   Com cenas viscerais, onde só seriam possíveis de serem produzidas nesse nicho maioral brasileiro, a película desdenha o cotidiano de uma família paulistana, onde a mãe: Uma manicure tarada por negrões, O Pai: Um taxista pedófilo e três filhos homens: O mais velho, de 21 anos do exercito e gay enrustido, o do meio: o boa praça de língua afiada, e o caçulinha: fã do irmão militar , e que pouco acrescentou a estória de uma vida difícil, com mil preconceitos , oriundos estes, de fontes externas: leia-se : da sociedade. 

   Chico Teixeira provavelmente deve ter lido alguma coisa do Nélson Rodrigues, pois o desfecho para problemas familiares sempre fora de total desarmonia entre as partes envolvidas; talvez mirando por outro lado,
 
   Chico se tivesse tido o trabalho de ter presenciado um jantar ou uma visita com uma família aos moldes da película. Visceralidade na contemporaneidade é a classe média baixa brasileira, onde toda faísca pode se transformar em fogo, menos aos seus intelectos, que continuam estacionados nas tranças intermináveis e covardes da sociedade.