segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Cultura

COLAR DE ABSINTO: O amor e a morte no novo livro de Iolanda Costa

Dia 9 de dezembro, Porto dos Livros
Cia Comunicação , Salvador | 05/12/2017 às 11:48
Iolanda Costa
Foto: DIV

O autora baiana Iolanda Costa lança neste sábado, dia 9 de dezembro, das 17h às 20 horas, no Porto dos Livros, no Porto da Barra, o livro de poesias Colar de Absinto. A obra, publicada pela LUMME Editor, apresenta uma série de poemas marcados por influências sagradas e profanas, abordando temas como o amor, a morte, a filosofia e o divino. O livro já foi lançado em João Pessoa, no evento Mulherio das Letras, e em São Paulo, durante a Balada Literária. 

Graduada em Filosofia, natural de Itabuna (BA), Iolanda é arte-educadora e especialista em História Regional. Iniciou a divulgação de seus poemas nos periódicos Diário de Itabuna e Tribuna do Cacau, no início da década de 1980, aos 13 anos de idade. Já participou de inúmeras antologias. Além de poemas, escreve também textos didático-pedagógicos, com temáticas diversas.
 
Iolanda Costa lançou o seu primeiro livro, intitulado Poemas Sem Nenhum Cuidado, em 2004, seguido de Amarelo Por Dentro (2009) e Filosofia Líquida (2013). O atual lançamento, Colar de Absinto, reúne 50 poemas que se distribuem em cinco seções, convergentes na abordagem sobre o corpo, a matéria, o Ser, o homem e suas variáveis: amor, sexo, dor, religião e morte. “As temáticas se entrecruzam nas peças poéticas de maneira imagética e metafórica, num jogo barroco, impregnado de signos”, diz a poeta.
 
O também escritor Claudio Daniel destaca a capacidade de Iolanda Costa em realizar uma “alquimia poética” marcada pela “fusão das células temáticas, obtendo a pedra filosofal de uma linguagem rutilante, que se destaca pela originalidade e ousadia na produção poética brasileira mais recente.”
 
Para Iolanda, a poesia ainda ocupa, infelizmente, um lugar discreto entre as expressões literárias/culturais do país. “ A poesia não tem a resposta imediata da música, por exemplo. Não há distribuição adequada, não há publicidade e espaço como o destinado às outras expressões. Nas livrarias, os livros de poesia ficam quase escondidos. Os saraus, as redes sociais, a cyber-poesia e tantas outras ferramentas são as formas mais viáveis que o poeta “novo” e “desconhecido” encontra para a inserção de seu trabalho (a despeito de sua qualidade, pois há poesia para todos os gostos e estéticas, numa espécie de ecumenismo poético)”, conclui.